Anton Tchékov

Roteiros – Cultura – Dramaturgo do Dia

 

Nascimento: 29 de janeiro de 1860 (Taganrog, Rússia) – Morte: 15 de julho de 1904 (Badenweiler, Alemanha) Estilo e gênero: Suas peças trágicas e tragicômicas, e histórias retratam dramas domésticos da vida provinciana, concentrando-se nas emoções dos personagens.

 “A medicina é minha legítima esposa; a literatura, minha amante.”

 Principais Obras: Peças: Ivánov, 1888 – A gaivota, 1896 – Tio Vânia, 1899 – As três irmãs, 1900 – O jardim das cerejeiras, 1904. Contos: A dama do cachorrinho, 1899.

Comentários: Um dos dramaturgos do século XIX que conduziram o teatro à modernidade. Desprezou o melodrama e a ação e produziu obras que se concentram na vida sentimental dos protagonistas, em cenários domésticos. Seus textos influenciaram importantes autores do século XX, como Tennessee Williams e Eugene O’Neill.

Nasceu na Rússia pré-revolução, ainda na era dos czares, mas quando a Revolução de Outubro já estava no ar. Estudava medicina ao mesmo tempo em que escrevia esquetes para jornais que o ajudavam a custear os estudos. O trabalho como médico fez com que entrasse em contato com camponeses e nobres ao mesmo tempo. A percepção da natureza humana e a atitude filantrópica nortearam sua obra. Escreveu contos de grande sucesso, mas é mais famoso por suas peças. Elas têm como tema o tédio da vida nas províncias, o amor não correspondido e a decadência da burguesia arrasada pela frustração. Começou a escrever peças depois de ganhar um prêmio pelo conto Sumerkakh e ser contratado para escrever a peça Ivánov que se transformou em um grande sucesso. Sua peça seguinte, A gaivota, não foi bem recebida na noite de estréia. Tchékov chegou a jurar que não escreveria mais para teatro, mas um ano depois, o diretor Constantin Stanilavski remontou a peça que se converteu imediatamente em um sucesso retumbante. 

Fonte: “501 Grandes Escritores” – Julian Patrick – Editora Sextante – 2009.

Trecho: “Vovó, quando voltou para a isbá, pôs-se a comer suas cascas de cevada, e Sacha e Motka, sentadas sobre a estufa, olhavam para ela, contentes porque a vovó violara o jejum e agora iria para o inferno. Elas se consolaram com isso, foram dormir, e Sacha, já deitada, imaginou o juízo final: chamas ardiam em uma fornalha enorme, semelhante a uma olaria, e o Impuro, com seus chifres iguais aos das vacas, todo preto, tangia a vovó para o fogo com um comprido pedaço de pau, como ela enxotava os gansos da horta”. (Os Mujiques)

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