Fernando Bonassi

Roteiros – Entrevistas – Cinema e Teatro

Fernando Bonassi é escritor, roteirista e dramaturgo. É um escritor multimídia. Tem mais de 20 livros publicados e escreve para teatro e cinema. É autor de roteiros de diversos filmes de sucesso, como “Carandiru” e “Cazuza”, entre outros, da cultuada peça “Apocalipse 1,11” e do seriado “Força Tarefa” da TV Globo.

Realização e edição: Alexandre Gennari – Revisão e diagramação: Akemi Sakurai e Murilo Dias César. Caricatura: X-Kid

Destaques:

“Um bom roteirista não é necessariamente um bom escritor, mas aquele que sabe traduzir, com racionalidade e clareza, o seu pensamento visual. O único lugar onde o roteirista pode ser mais ou menos poético, onde é possível amalucar um pouco, é nos diálogos. As rubricas e indicações devem ser simples descrições… É preciso descrever tecnicamente a cena, traduzindo a emoção que se quer passar.”

“Para viver de palavras no Brasil, é preciso ter vários patrões e escrever para diversas mídias. Como cada mídia tem sua linguagem, é necessário flexibilizar o texto para poder atender às encomendas. Por isso, me eduquei para escrever para várias mídias. Eu me tornei um escritor multimídia numa tentativa bem-sucedida de sobreviver.”

“No Brasil, a lei faculta aos empresários escolher em que projetos vão investir. Ocorre que esse dinheiro não pertence mais à empresa, é dinheiro público, é imposto devido. Há empresas no Brasil que não têm mais dotação de marketing, porque se beneficiam da renúncia fiscal e fazem seu trabalho de marketing com dinheiro de impostos. Esta excrescência, esta imoralidade, precisa acabar. E não é que os empresários sejam sacanas, pois isto é permitido por lei. Quem é imoral é o poder público, o Ministério da Cultura, as Secretarias de Cultura, os Deputados…”

“A dramaturgia de televisão no Brasil é muito ruim! E a culpa disso não é só dos empresários, é de quem escreve também. Acho que poderia haver um pacto entre os roteiristas de televisão para tentar elevar o nível da dramaturgia na TV brasileira.”

“O teatro é maravilhoso… Nos meus últimos trabalhos para teatro, eu tenho acompanhado os ensaios e a encenação. Assim, sempre posso mexer nas cenas. Em Apocalipse 1,11, que foi um marco, nós modificamos diversas vezes o texto durante as apresentações, o que melhorou muito o resultado final da peça.”

“Hoje, as pessoas não dispõem mais do mesmo tempo para ver teatro. Ninguém dedica muito tempo a uma coisa só. É importante que o dramaturgo produza ações adequadas ao tempo de que as pessoas dispõem. Em vez de ficar dando tapas no espectador durante quatro horas, em uma hora eu posso lhe dar uma bela porrada. Isso é uma engenharia legal.”

“Ao escrever um texto para cinema ou TV, o roteirista cria uma sucessão de imagens. No caso da internet, as seqüências são paralelas. O internauta lê um texto que pode levá-lo a vários lugares, são diversas escolhas narrativas (…) O grande lance é que o roteirista pode criar trabalhos nos quais o internauta tem opções de trilha sonora, de imagens e de texto. Não é um roteiro de uma história só, é um roteiro que vai se desdobrando em diversas histórias, com vários finais possíveis.”

“O cinema brasileiro que está dando certo tem como fórmula a valorização do roteirista e as leis de incentivo. A presença do roteirista é importante até por uma questão de custos. Não adianta fazer um roteiro de oito milhões de dólares, se há somente um milhão para filmar.”

“Comecei fazendo produção de propaganda, ou seja, lavando cenário, puxando o saco de atores famosos, levando pessoas ao aeroporto… Mas sempre oferecendo roteiros e me metendo no filme dos outros. Mas, ainda nos tempos de faculdade, eu percebi que fazer cinema era muito caro e demorado. Eu gostava mesmo de escrever! Daí, surgiu a idéia de juntar o interesse por literatura com a bagagem de cinema; foi quando comecei a escrever roteiros. E deu certo!”

Entrevista:

Webwritersbrasil: Afinal, o que é um roteiro? Qual é o seu conceito de roteiro?

Fernando Bonassi: Roteiro é uma peça literária na qual o autor só tem um recurso: a descrição. E ela precisa ser compreendida por toda a equipe de produção. No caso do filme Carandiru, por exemplo, a equipe era composta por mais de cem profissionais. Pra todo mundo entender, não pode haver metáforas. A câmera é burra. É preciso criar coisas que ela consiga captar. Inteligente é o roteirista, o diretor, os técnicos… Portanto, o bom roteirista não é necessariamente um bom escritor, mas aquele que sabe traduzir, com racionalidade e clareza, o seu pensamento visual. O único lugar onde o roteirista pode ser mais ou menos poético, onde é possível amalucar um pouco, é nos diálogos. As rubricas e indicações devem ser simples descrições e os verbos de ação são o principal recurso. É preciso descrever tecnicamente a cena, traduzindo a emoção que se quer passar. Isso não tem nada que ver com literatura, onde você pode ser poético na descrição de uma ação. Por isso, a literatura e o roteiro são dois trilhos diferentes. Meus roteiros mais bem sucedidos foram aqueles nos quais fui mais descritivo, seco e racional.

Webwritersbrasil:
Você escreve contos, romances, tem diversos livros publicados, escreve para teatro, cinema e televisão Enfim, Fernando Bonassi é um escritor multimídia e um roteirista multimídia

Fernando Bonassi: Eu não nasci em berço de ouro. Meu pai era eletrotécnico e minha mãe atendente de um buffet. Eu sempre precisei pensar no lado financeiro, mesmo tendo escolhido fazer o que mais gosto: escrever. Ao sair da faculdade, fiz uma série de roteiros institucionais e filmes publicitários, mas, de sete anos pra cá, eu decidi viver do meu texto de ficção. Para viver de palavras no Brasil, é preciso ter vários patrões e escrever para diversas mídias. Como cada mídia tem sua linguagem, é necessário flexibilizar o texto para poder atender às encomendas. Por isso, me eduquei para escrever para várias mídias. Eu me tornei um escritor multimídia numa tentativa bem-sucedida de sobreviver, sem precisar de um emprego paralelo, sem precisar dar aula… E podendo dizer não à propaganda e sim ao teatro e à literatura.

Webwritersbrasil: Como você equacionou essa questão financeira?

Fernando Bonassi: Escrevendo um conto pornográfico por mês, escrevendo para a Folha de São Paulo… Às vezes, produzindo algumas reportagens especiais: Um dia, fui a um puteiro; outro dia, passei o final de semana com os bombeiros… Isso é mais do que jornalismo. É quase literatura e foi uma solução de compromisso com a minha sobrevivência, o suficiente pra pagar as contas. Mas quando entrava um roteiro, aí eu ganhava bem. Resumindo, quando tem roteiro, eu vivo bem; quando não tem, pago as contas.

Webwritersbrasil: Qual é o seu veículo preferido: teatro, cinema ou televisão?

Fernando Bonassi: O cinema brasileiro é muito careta porque, hoje, pra arrumar dinheiro para a produção de um filme, você precisa das leis de renúncia fiscal, que são fundamentais. Todos os países que têm cinemas importantes (França, Alemanha, Irã, Holanda) usam esse tipo de incentivo. A diferença é que nesses países, se alguém quer financiar cultura, tem que disponibilizar o dinheiro em um fundo público. Os projetos culturais são submetidos a uma comissão de notáveis que escolhe para qual deles deverá ir o dinheiro. No Brasil, a lei faculta aos empresários escolher em que projetos vão investir. Ocorre que esse dinheiro não pertence mais à empresa, é dinheiro público, é imposto devido. Há empresas no Brasil que não têm mais dotação de marketing, porque se beneficiam da renúncia fiscal e fazem seu trabalho de marketing com dinheiro de impostos. Esta excrescência, esta imoralidade, precisa acabar. E não é que os empresários sejam sacanas, pois isto é permitido por lei. Quem é imoral é o poder público, o Ministério da Cultura, as Secretarias de Cultura, os Deputados… Nenhum empresário quer ver sua marca associada a temas polêmicos ou moralmente complicados e isso gera um processo de boçalização, de encaretamento, de engessamento do cinema nacional, por causa do mecanismo de financiamento. Por isso, eu perdi a vontade de escrever para cinema.

Webwritersbrasil: E no caso da televisão?

Fernando Bonassi: Me interessa ainda menos: A dramaturgia de televisão no Brasil é muito ruim! E a culpa disso não é só dos empresários, é de quem escreve também. Acho que poderia haver um pacto entre os roteiristas de televisão para tentar elevar o nível da dramaturgia na TV brasileira. Eu até gostaria de fazer TV, mas entrando pela porta da frente: adaptando Graciliano Ramos, Clarice Lispector… Enfim, fazer coisas boas. Eu me recuso a fazer esse tipo de lixo que se faz freqüentemente nas novelas. Mas, se um dia me oferecerem um trabalho legal, eu aceito fazer.

Webwritersbrasil: Sobrou o teatro

Fernando Bonassi: O teatro é maravilhoso… Eu passei por uma experiência fascinante e inovadora no teatro brasileiro: a possibilidade de acompanhar os ensaios, continuar aprimorando o texto durante a montagem e até depois da estréia. Depois que você escreve uma peça, quando os atores entram em cena e começam a ensaiar, surge uma série de detalhes que podem ser melhorados. Às vezes, quando vejo meus trabalhos no cinema, percebo pontos do roteiro que poderiam ter sido melhorados. Tradicionalmente, quando o diretor aprova o roteiro, o trabalho do roteirista está terminado. Só que o texto ainda vai ser filmado, iluminado, maquiado, montado, sonorizado, representado… E nesses processos, freqüentemente, o roteiro apresenta falhas. É natural que isso aconteça, pois há coisas nas quais o roteirista não consegue pensar antes de ver a montagem. Nos meus últimos trabalhos para teatro, eu tenho acompanhado os ensaios e a encenação. Assim, sempre posso mexer nas cenas. Em Apocalipse 1,11, que foi um marco, nós modificamos diversas vezes o texto durante as apresentações, o que melhorou muito o resultado final da peça.

Webwritersbrasil: Quais as diferenças fundamentais de linguagem entre um roteiro de teatro, de cinema e de televisão?

Fernando Bonassi: Eu não vejo muita diferença entre cinema e televisão. Há a questão do tempo: para fazer uma narrativa em TV, ou você tem meses, ou episódios curtos de 50 minutos. No cinema, você tem duas horas. Tecnicamente, há algumas diferenças: o cinema permite planos mais ousados porque há melhor definição de imagem. Mas, com a evolução da tecnologia — como a TV de alta definição —, estas coisas tendem a se igualar. E há a diferença de recepção: você recebe o cinema coletivamente, e a TV,em casa. Mas isso serve apenas como pistas para o roteirista. Não vejo muita diferença na técnica de escrever.

No teatro é diferente. Você pode colocar quase tudo na boca de um ator: uma lista telefônica, um poema ou um texto realista… A presença do ator é o que faz o jogo; o que interessa é a relação de presença entre atores e platéia. Por isso, o teatro é mais “perigoso” do que o cinema. Tudo o que acontece entre o ator e o espectador é instantâneo. Os dois sabem-se seres de carne e osso. Por isso, em teatro, há um potencial de transformação muito maior do que no cinema. E, do ponto de vista do texto, não há nenhuma restrição. Todo mundo vai ao teatro sabendo que vai ver uma mentira, ninguém acha que o teatro é igual à vida. Já o cinema, muitas vezes, quer imitar a vida. Em geral, os diálogos de cinema são mais realistas. O teatro é uma esquisitice, é uma brincadeira, é um jogo. Eu acho isso mais adulto, mais interessante.

Webwritersbrasil: Qual é a sua experiência em internet? Você já produziu para a rede?

Fernando Bonassi: Sim. Eu produzi uma pequena novela para o Submarino, junto com o Drauzio Varella, na qual os internautas mandavam capítulos e nós organizávamos a bagunça. O que eu acho legal na internet é que as pessoas diziam que, com o computador, ninguém ia mais ler, mas aconteceu exatamente o contrário. Mesmo as pessoas de baixa renda e de pouca escolaridade, passaram a escrever. Esta é a maior conquista da internet.

Webwritersbrasil: E quanto às características do texto na rede?

Fernando Bonassi: O texto é mais curto, conciso, menos adjetivo. É preciso informar mais depressa, ter um impacto mais rápido. Até pelas limitações da tela.

Webwritersbrasil: Falando em concisão, você fez parte de um projeto do ator e diretor Renato Borghi, que procurou traçar novos rumos para a moderna dramaturgia brasileira. O projeto pretendia privilegiar autores nacionais, textos novos e elaborar espetáculos sintéticos, com duração de 20 a 40 minutos. Este formato conciso e direto tem muito que ver com a linguagem da internet. Você participou deste projeto com um texto chamado “Três cigarros e a última lasanha”. Quais são as características desse texto?

Fernando Bonassi: O texto é uma história verídica de um operário inglês que perdeu a mão e teve a mão de um cadáver implantada. É um monólogo de apenas 40 minutos e tem essa coisa do ator falando com o espectador. A linguagem é direta, mas o principal de tudo isso é o tempo. Hoje, as pessoas não dispõem mais do mesmo tempo para ver teatro. Ninguém dedica muito tempo a uma coisa só. É importante que o dramaturgo produza ações adequadas ao tempo de que as pessoas dispõem. Em vez de ficar dando tapas no espectador durante quatro horas, em uma hora eu posso lhe dar uma bela porrada. Isso é uma engenharia legal. O teatro, assim como todas as mídias, precisa se adequar aos novos tempos, durando menos e sendo mais pontiagudo. Eu publiquei vários livros com pequenos contos que o leitor pode ler entre uma atividade e outra. A gente sempre tem dez ou quinze minutos de tempo morto no dia, é legal ter textos que se encaixem nisso. E esses formatos têm muito que ver com a internet.

Webwritersbrasil: Como você vê a produção de roteiros para a internet? Em entrevista ao WWB, o webwriter Bruno Rodrigues afirmou que: “Eu encaro cada página da web como um capítulo de novela. É importante para o webwriter conhecer a estrutura de um roteiro. É preciso saber contar uma história.”

Fernando Bonassi: Eu não encaro o texto de internet como uma narrativa de novela. Eu tenho problemas com novela. A diferença básica da internet são os atalhos simultâneos. Ao escrever um texto para cinema ou TV, o roteirista cria uma sucessão de imagens. No caso da internet, as seqüências são paralelas. O internauta lê um texto que pode levá-lo a vários lugares, são diversas escolhas narrativas. A ação pode ter vários braços, como nesses jogos narrativos onde o usuário escolhe o fim da história. Isso é totalmente adequado para a internet. O grande lance é que o roteirista pode criar trabalhos nos quais o internauta tem opções de trilha sonora, de imagens e de texto. Não é um roteiro de uma história só, é um roteiro que vai se desdobrando em diversas histórias, com vários finais possíveis.

Webwritersbrasil: Como você avalia o mercado para o roteirista multimídia?

Fernando Bonassi: Não sou otimista, nem pessimista. Sou realista. E sou muito crítico com relação à situação financeira, política e moral do Brasil. Somos um país dominado por uma elite canalha. Mas, mesmo com tantos problemas, acho que o mercado de trabalho está muito bom. Nos anos oitenta, eu ralava pra conseguir um vídeo institucional. As empresas não tinham o hábito de fazer treinamento e comunicação empresarial. Hoje, todo mundo faz. Isso ampliou o mercado para o roteirista. A TV também está muito mais receptiva à nova dramaturgia do que há vinte anos. E o teatro, pelo menosem São Paulo, está muito bem. O cinema também melhorou com as leis de incentivo. Há muito mais filmes sendo feitos do que antes, portanto há mais trabalho.

Webwritersbrasil: Há pouco tempo, tanto em teatro quanto em cinema, nem sempre havia um roteirista envolvido no trabalho. Muitas vezes era o próprio diretor quem escrevia

Fernando Bonassi: A idéia propagada nos anos setenta de que o cinema brasileiro era fraco porque não havia roteiristas é mentira. O que não havia era interesse de produtores e diretores por essa função. Mas isso mudou. Essa nova onda do cinema brasileiro, que começa com Carlota Joaquina, da Carla Camuratti, tem muito que ver com o trabalho do roteirista. Todos os filmes que fizeram sucesso nos últimos anos tiveram um roteirista. O cinema brasileiro que está dando certo tem como fórmula a valorização do roteirista e as leis de incentivo. A presença do roteirista é importante até por uma questão de custos. Não adianta fazer um roteiro de oito milhões de dólares, se há somente um milhão para filmar. É preciso uma interação entre o roteirista e a equipe de produção para que se possa fazer o filme com o dinheiro disponível. E o roteiro é o lugar de ensaio, de erros e de acertos. Não custa nada discutirmos uma cena, chamarmos os atores para ensaiar, consultar a equipe de produção. Mas, no set é diferente, porque o produtor está pagando diária de equipamento, da equipe, etc.

Webwritersbrasil: Mas ainda com um bom roteiro e um bom filme, há o problema da distribuição, não é?

Fernando Bonassi: Neste ponto, o Ministério da Cultura é de uma inépcia absurda por que não cria mecanismos, uma agência por exemplo, para ajudar os filmes nacionais a fazer carreira no exterior. O cinema brasileiro é muito bem recebido lá fora, mas não há um fluxo comercial entre o Brasil e o exterior. Caberia ao Ministério da Cultura criar esse espaço.

Webwritersbrasil: Fale um pouco sobre a sua formação. Você estudou na USP, não é?

Fernando Bonassi: Eu fiz cinema na USP, mas pouco antes de entrar na faculdade, eu queria ser escritor e imaginava que fazer jornalismo seria um facilitador para poder escrever. Mas, quando assisti pela primeira vez ao filme “Hiroshima meu amor” de Alain Resnais, resolvi estudar cinema.

Webwritersbrasil: Como você começou sua carreira?

Fernando Bonassi: Comecei fazendo produção de propaganda, ou seja, lavando cenário, puxando o saco de atores famosos, levando pessoas ao aeroporto… Mas sempre oferecendo roteiros e me metendo no filme dos outros. Eu fiz três ou quatro curtas nesse período, inclusive Menneghelli, com o Beto Brant. Em 1985, comecei a trabalhar como roteirista na Fundação Roberto Marinho. Em 1991, o Beto Brant me procurou pra trabalhar no primeiro longa-metragem dele: Os Matadores. De lá pra cá, fiz muitos longas. Mas, ainda nos tempos de faculdade, percebi que fazer cinema era muito caro e demorado. Eu gostava mesmo de escrever! Mesmo nesse período, quando achava que queria ser diretor, continuei escrevendo e publicando livros. Daí, surgiu a idéia de juntar o interesse por literatura com a bagagem de cinema; foi quando comecei a escrever roteiros. E deu certo!

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