Oscar Wilde

Roteiros – Cultura – Dramaturgo do Dia

 

Nascimento: 16 de outubro de 1854 (Dublin – Irlanda) – Morte: 30 de novembro de 1900 (Paris – França) Estilo e gênero: Dramaturgo, romancista, poeta, esteta, ativista e autor de contos, Wilde foi famoso pela decadência e pela sagacidade sem paralelos.

 “A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre”

 Principais Obras: Peças: O leque de lady Windermere, 1892 – Salomé, 1893-1894 – Uma mulher sem importância, 1893 – O marido ideal, 1895 – A importância de ser prudente, 1895. Romance: O retrato de Dorian Gray, 1890. Contos: O fantasma de Canterville, 1887. Poesia: Poems, 1881 – A Esfinge, 1894.

Comentário: Muitas vezes, a vida particular de Oscar Wilde chega a se sobrepor à sua obra. Mas não se pode questionar seu talento literário e sua sagacidade. É um dos principais luminares da literatura britânica. Famoso por suas peças, pelo estilo de se vestir, pelo hedonismo e por sua filosofia estética. Depois de passar dois anos na cadeia, falido e praticamente banido da sociedade, exilou-se em Paris onde morreu, aos 46 anos, apenas três anos depois de ser libertado. Nasceu em uma família anglo-irlandesa de classe alta. Em Oxford, envolveu-se com o movimento estético. Sua primeira publicação (poesia) ocorreu em 1881. Suas peças populares satirizavam os costumes e a hipocrisia da sociedade vitoriana. Seu único romance, O Retrato de Dorian Gray, causou polêmica por sua temática homoerótica e tornou-se um dos grandes clássicos da literatura.  Embora fosse casado e tivesse dois filhos, Wilde teve uma série de casos homossexuais, inclusive com o lorde Alfred Douglas, cujo pai foi o responsável pela prisão ao autor.

Fonte: “501 Grandes Escritores” – Julian Patrick – Editora Sextante – 2009.

Trecho: “Dorian mal girara o trinco, quando o retrato que lhe fizera Basil Hallward lhe atraiu o olhar. O moço recuou como que em sobressalto, depois entrou no quarto com um ar sumamente perplexo. Acabando de tirar a flor da lapela de seu casaco, hesitou visivelmente. Afinal, voltou atrás, chegou-se ao quadro e examinou-o. Ao lusco-fusco mal clareado pelas réstias de luz que entravam pelas persianas, a fisionomia do retrato pareceu-lhe um tanto diferente (…) A expressão havia mudado, como se houvesse um laivo de crueldade nos lábios. Não havia dúvida de que era estranho.Uma exclamação de horror escapou dos lábios do artista ao ver o esgar hediondo do rosto pintado na tela, cuja expressão à luz indecisa o enchia de aversão e repugnância. Senhor! O que se lhe apresentava ali era o rosto de Dorian Gray! O artista levantou a vela, examinou novamente a sua obra. A superfície do quadro não sofrera alterações. Parecia que a deturpação, o horror, vinham de dentro. Em virtude de alguma misteriosa aceleração da vida interior, a lepra do pecado consumia lentamente o retrato. A decomposição de um cadáver, em sua sepultura úmida, não seria mais espantosa.”

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