“Os Sons do Divino e o Espírito Santo do Silêncio”

Alexandre Gennari – Livros – Os Sons do Divino

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Resenha: Os Sons do Divino e o Espírito Santo do Silêncio” é uma coletânea de contos cuja primeira edição, publicada sob o título “+ 1 Ano que não terminou” (alusão à obra “1968 – o ano que não terminou” de Zuenir Ventura) está esgotada. Um de seus contos, inspirado na Festa do Divino da cidade histórica de São Luiz do Paraitinga, tornou-se filme, cujo roteiro adaptado faz parte desta nova edição (saiba mais sobre o filme)

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Como na Internet, os contos são concisos, têm o tom despretensioso das redes sociais, inseridos em um mundo onde as informações nunca param de chegar. Dialogam com músicas e imagens. O termo “Minhas Corruíras Nanicas”, emprestado do escritor Dalton Trevisan, surge como sinônimo de microcontos. O livro aborda fragmentos do cotidiano de forma pungente: sentimentos de descompasso, perda e inconformismo, relações amorosas, solidão e auto-afirmação. Além de sua inerente concisão, o autor constrói os contos com a objetividade da Internet, o tom despretensioso e individual dos blogs e das redes sociais e a relação com um mundo onde as informações nunca param de chegar.

Uma das fontes de inspiração da obra é a festa do Divino Espírito Santo da cidade histórica de São Luiz do Paraitinga, uma das maiores manifestações de cultura popular do país. No conto que dá nome ao livro, o autor narra a história de um homem do campo e de sua filha que saem de um sítio perdido no meio do sertão para irem à festa. Enquanto comem afogado, assistem à congada e à procissão; um mistério sobre a esposa deste homem é desvendado pouco a pouco. Este conto foi transformado em filme. O roteiro adaptado também faz parte do livro.

No conto “+1 ano que não terminou” (alusão à obra “1968 – o ano que não terminou” do jornalista Zuenir Ventura), o autor fala de 1985: “1985 foi como um orgasmo interrompido”, diz o escritor. Ele destaca dois motivos para isso: a frustração popular com a morte de Tancredo Neves – retardando o sonho de redemocratização do país – e o alastramento da AIDS – interrompendo as experiências de libertação comportamental da geração 1980. A linguagem do conto é telegráfica e entremeada por manchetes de jornais.

Na seção final do livro, o autor radicaliza na concisão e escreve o que chamou de “Minhas Corruíras Nanicas”, termo emprestado do escritor paranaense Dalton Trevisan como sinônimo de microconto. Os contos dialogam com imagens criadas pelo designer Fernando Vianna e com uma variada trilha sonora sugerida pelo autor.

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Uma resposta para “Os Sons do Divino e o Espírito Santo do Silêncio”

  1. Andréia Alda disse:

    Antes de comentar o filme “Os Sons do Divino e o Espírito Santo do Silêncio” gostaria de me apresentar, até para que aqui fique registrado o porquê de minha paixão por esta obra. Sou de família Luizense, minha mãe nasceu e cresceu na roça do rio acima de São Luiz do Paraitinga. Meu avô era homem sisudo, de pouca fala e caboclo brabo…de ouvir as histórias da vida na roça, e de também conhecer o cenário, já que visitava as terras em tempos de férias escolares, fui tecendo em minha história a leitura da vida de minha mãe, de minha avó, de minhas tias, de meu avô…meu pai era bonito, vindo de Taubaté, e buscava moça prendada para casar…nas festas da cidade, onde todas se aprontavam lindamente para enfeitar a pracinha da matriz, minha mãe, assim como suas irmãs, encontram seus pares para viverem seus romances e casórios. O curta-metragem de Alexandre Gennari ilustra minhas leituras, de modo que minha história desenhada dos “ouvires” da família toma forma e ganha cor. E em silêncio li a vida dos meus, da minha vida em São Luiz. PARABÉNS E OBRIGADA PELO PRESENTE QUE DEU AOS LUIZENSES AO REGISTRAR A VIDA, O SILÊNCIO, A CULTURA, AS CORES, O SOM, A RELIGIOSIDADE, O PROFANO, O SAGRADO E A CORAGEM DOS QUE LÁ VIVEM OU VIVERAM!

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