As Horas

Roteiros – Cultura – Filmoteca do Roteirista

as horas

Direção: Stephen Daldry – 2002 – EUA – Drama – 114 min. – Roteiro: David Hare
Elenco: Meryl Streep, Julianne Moore, Nicole Kidman

Sinopse: Em três períodos diferentes vivem três mulheres ligadas ao livro “Mrs. Dalloway”. Em 1923, Virginia Woolf , autora do livro. Em 1949, Laura Brown, que está lendo o livro. E nos dias atuais vive Clarissa Vaughn, uma editora de livros que vive em Nova York e dá uma festa para Richard, escritor que foi seu amante no passado.

Comentários: O tempo escorre, as horas passam, nem lentas, nem tão rápidas como se imagina. Em apenas duas horas, o filme As Horas, de Stephen Daldry, nos faz vivenciar experiências equivalentes a dezenas de horas de qualquer vida banal.
Mais do que um grande filme, As Horas é um grande roteiro! A recriação do suicídio da escritora Virgínia Woolf, em 1941, já é o bastante para que a fita esteja nesta Filmoteca. As Horas é uma overdose de sensibilidade, um mergulho profundo no misterioso universo feminino.

O filme é uma colcha de retalhos costurada a partir de pequenas e poderosas emoções. Os diálogos são recheados de lirismo e de boa literatura. Nicolle Kidman, Meril Streep e Julianne Moore, três das maiores atrizes do cinema americano, incorporam suas personagens de maneira contundente e dão um show de interpretação.

As Horas é o roteiro que eu gostaria de ter escrito. Uma adaptação primorosa, capaz de entremear três histórias paralelas sem perder o fio da meada.

Trecho do livro: “Rápida, a corrente [do rio] a leva. Ela [Virgínia Woof] parece estar voando, uma figura fantástica, os cabelos soltos, a aba do casaco enfunada atrás. Flutua, pesada, por entre hastes de luz marron, granular. Não vai muito longe. Seus pés (os sapatos se foram) batem de vez em quando no fundo e, quando o fazem, convocam uma nuvem indolente de sujeira, povoada por silhuetas negras e esqueletos de folhas que param quase imóveis na água, depois que ela some de vista. Fiapos de mato de um verde quase negro enroscam em seu cabelo e no pêlo do casaco e, por instantes, um chumaço grosso de capim lhe tampa os olhos, depois acaba se soltando e sai flutuando, torcendo-se destorcendo-se e retorcendo-se.”

Por: Alexandre Gennari

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