O poderoso chefão

Roteiros- Cultura – Filmoteca do Roteirista

Direção: Francis Ford Coppola – 1972/1974/1990 – EUA – Drama Policial – 175 min./200 min./161 min. Roteiro: Mario Puzzo e Francis Ford Coppola a partir do romance de Puzzo. Elenco: Al Pacino (1/2/3), Diane Keaton (1/2/3), Robert Duvall (1/2), Marlon Brando (1), Robert De Niro (2)

Sinopse: Três filmes contam a história da família Corleone. Na primeira parte, Don Vito Corleone, o patriarca, está velho e preocupado com sua sucessão nos negócios. Na segunda, Michael, o filho mais novo, assumiu o lugar do pai e tem dificuldades para restabelecer o poder e a honra do clã. Paralelamente, conta-se a história de Vito Corleone, desde a infância na Itália até tornar-se o chefão da máfia em Nova Iorque. No terceiro filme é a vez de Michael pensar em sucessão. Seu filho não quer assumir os negócios, mas há um sobrinho bastardo que vai, aos poucos, subindo na estrutura de poder dos Corleone.

Comentários: Não há nada melhor do que uma história bem contada sobre a Máfia. Em geral são relatos envolventes, intrigantes e com muita ação, suspense e um certo glamour. Para contar a história da família Corleone, Coppola usa os mesmos recursos na estrutura dos três episódios: longas seqüências com cenas de festas tipicamente italianas, com muita alegria, música e luzes. Desta forma o diretor cria o clima desejado e introduz elementos chaves da narrativa. Nos bastidores desses eventos, em absoluto contraste, a trama vai sendo costurada em cerimônias de Beija-mão, audiências secretas e conchavos. Homens soturnos e sombrios conspiram. Os cenários são escuros, pesados e contribuem de forma decisiva na composição das personagens centrais. Outro recurso são as seqüências que intercalam cenas de violência com cenas de práticas religiosas. A Igreja Católica é um dos temas centrais, há um claro paralelo entre Máfia e Igreja.  Marlon Brando foi agraciado com o Oscar de melhor ator pela primeira fita da trilogia. Cepois foi a vez de De Niro, vencedor do Oscar de ator coadjuvante, representando a mesma personagem, quando jovem, na segunda fita. Aliás, a melhor das três: Narra duas tramas paralelas, uma no presente, outra no passado, por meio de flashbacks. Assim, Coppola resgata uma parte importante da história da imigração italiana para a América. As cenas são belíssimas, com imagens da Sicília, da chegada dos imigrantes, em navios, à Manhattan, e do bairro italiano em Nova Iorque no início do século vinte. O diretor também faz uma incursão pela revolução cubana. O terceiro filme é o patinho feio da trilogia. Há atuações sofríveis e seqüências cansativas. O crítico Rubens Ewald Filho acredita que O Poderoso Chefão seja o filme predileto da maioria dos homens por retratar de forma empolgante o universo masculino de poder, competição, ação e violência.

Roteiro: As tramas, intrincadas, valeram Oscars de melhor roteiro e melhor filme à primeira e à segunda parte de O Poderoso Chefão, ambas assinadas por Mário Puzzo e Francis Ford Coppola.

Por: Alexandre Gennari

Trailer

Fonte: “Os cem melhores filmes do século 20” – Rubens Ewald Filho – Vimarc Editora – 2001.

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