William Faulkner

Literatura – Cultura – Escritores do Dia 

Nascimento: 25/09/1897 (New Albany, EUA) – Morte: 6 de julho de 1962 (Byhalia, EUA). Estilo e gênero: Escritor modernista cuja linguagem poética e os retratos do Sul dos EUA, após a Guerra Civil, são lendários.

“Tento dizer tudo em uma frase, entre uma maiúscula e um ponto final.”

Principais Obras:

Romances: O som e a fúria, 1929 – Enquanto agonizo, 1930 – Santuário, 1931 – Luz em agosto, 1932 – Absalão, Absalão, 1936 – O povoado, 1940 – A cidade, 1957 – A mansão, 1959 – Os invictos, 1962 – Contos: Esquetes de Nova Orleans, 1958.

Comentário: Faulkner dizia que parte de razão da miséria humana se deve ao fato de que a única coisa que as pessoas conseguem fazer durante oito horas seguidas é trabalhar. Fez poesia na juventude e passou uma temporada em Hollywood, escreveu 20 romances e 85 contos, e ganhou o Prêmio Nobel. Seu primeiro romance importante, O Som e a Fúria,  apresenta todas as características de sua melhor ficção: técnicas inovadoras de narrativa são usadas para emoldurar uma tragédia quase clássica, com personagens bem desenvolvidos e ao mesmo tempo simbólicos equilibrando-se entre a exemplificação e a alegoria da violenta nostalgia característica dos anos de Depressão. Outros temas abordados por Faulkner em seus romances são a Lei Seca, o conflito de raças e a formação do novo Sul.

Fonte: “501 Grandes Escritores” – Julian Patrick – Editora Sextante – 2009.

Trecho: “O barco, para sua surpresa, ao invés de ir descendo o rio, direção na qual ele vagamente supunha estar a África, foi direto atravessando a corrente, para desembarcá-lo do outro lado como um carneiro de rebanho. Ele, agarrado ao fuzil, olhava em volta no maior desamparo. P0r fim abordou com confiança um guarda. ‘Eh, chefia, é aqui que é a Áflica?’ ‘Hein?’ disse o policial surpreso. ‘Faz favo, tô querenu ir pra Áflica. Tô no rumo certo?’ ‘Que diabo de África,’ disse esse branco, tal como havia dito o do barco a vapor. ‘Vem cá, qual é a tua?’ ‘Quero vortá pra casa, pra de onde o pastor diz que nós vem.’ ‘Onde você mora, nêgo?’ ‘Prá lá, bem pra lá, no campo.’ ‘Que cidade?’ ‘Num tem cidade lá não, só Mister Bob e família e a negrada deles.’ ‘Mississipi ou Louisiana?’ ‘É sinsinhô, acho que é.’ ‘Bom, deixa eu te dizer uma coisa. Volte pra lá correndo, no primeiro trem que conseguir pegar. Teu lugar não é aqui.’” (Esquetes de Nova Orleans, contos, editora José Olympio, 1958/2002, 238 págs.)

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