F. Scott Fitzgerald

Literatura – Cultura – Escritor do Dia 

Nascimento: 24 de setembro de 1896 (St. Paul, EUA) – Morte: 21 de dezembro de 1940 (Holywood, EUA) Estilo e gênero: Deu um toque de elegância à decadência da era do jazz. Seus personagens transbordam com indiferença e imensos e fatais defeitos.

Principais Obras:

Romances: Este lado do paraíso, 1920 – Os belos e malditos, 1922 – O grande Gatsby, 1925 – Suave é a noite, 1934 – O último magnata, 1941 – Contos: Contos da era do jazz

Comentário: A paixão pela escrita moldou sua personalidade. Desde cedo, as primeiras histórias foram publicadas em uma revista da escola. Durante a Primeira Guerra Mundial, entrou para o exército, mas continuou a escrever para revistas e a tentar, sem sucesso, publicar seu primeiro romance. Depois da guerra, trabalhou em publicidade. Foi a personificação da era do jazz, transformou a própria era do jazz em personagem. Casou-se com Zelda Sayre. Os diálogos de suas personagens femininas saíam da boca de sua esposa que, mais tarde, sofreria de esquizofrenia. Com o primeiro sucesso, Este lado do Paraíso, os Fitzgerald dispuseram de renda para viajar muito e levar uma existência privilegiada e glamourosa. Fitzgerald escreveu incorporando experiências pessoais a suas obras de ficção. Morreu antes de concluir O último magnata. Sua obra, estilo e vida, originaram textos subversivos e underground, exemplificados por Jack Kerouac, em 1960. Fitzgerald também abriu as portas para que os elementos menos palatáveis da vida, também fossem expostos pela literatura.

Fonte: “501 Grandes Escritores” – Julian Patrick – Editora Sextante – 2009.

Trecho:“Sentado ali, meditando sobre o velho e desconhecido mundo, pensei no assombro de Gatsby quando descobriu pela primeira vez a luz verde na extremidade do embarcadouro de Daisy. Ele viera de tão longe até o seu relvado azul e seu sonho deve ter parecido tão próximo que dificilmente deixaria de agarrá-lo. Não sabia que o sonho já estava além dele, em algum canto na vasta escuridão além da cidade, onde os campos obscuros da república se estendiam debaixo da noite. Gatsby acreditada na luz verde, no futuro orgástico que ano a ano recua à nossa frente. Ele nos escapa então, mas isto não importava – a amanhã correremos mais rápido, estenderemos mais adiante os nossos braços… E numa bela manhã – E assim prosseguimos, barcos contra a corrente, arrastados incessantemente para o passado.” (O grande Gatsby – romance – Editora Record – 200 págs. – 1925)

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Uma resposta para F. Scott Fitzgerald

  1. Andréia Alda disse:

    Este lado do Paraíso é mesmo da geração pós-guerra, com personagens interessantíssimos, cujas ações falam mais que palavras. De fato, um paraíso!

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