William Shakespeare

Literatura – Cultura – Escritor do Dia

 

Nascimento: 26 de abril de 1564 (Stratford-upon-Avon, Inglaterra) – Morte: 23 de abril de 1616, (Stratford-upon-Avon, Inglaterra)

Estilo e gênero: Dramaturgo e poeta cujos versos vibrantes exploraram o espírito de seu tempo e a condição humana com um lirismo atordoante e acessível.

 “Ele não pertencia a uma época, mas a todos os tempos.” (Ben Jonson, sobre Shakespeare)

Principais Obras:

Peças: Romeu e Julieta, 1597 – Henrique IV, Parte I, 1598 – Sonho de uma noite de verão, 1600 – Henrique V, 1600 – O mercador de Veneza, 1600 – Otelo, 1602-1604 – Hamlet, 1603 – Rei Lear, 1604-1608 – Macbeth, 1606

Comentário: Considerado o maior escritor do mundo de todos os tempos. Tinha uma facilidade extraordinária no uso da linguagem para sua época. Por causa do que tinha a dizer e da forma com o dizia, encontrou enorme popularidade em vida. Foi reinventado de formas incontáveis para novas platéias do mundo todo desde então. Tinha uma compreensão muito humana de todos os tipos de personalidade e situações. Muito desse material deve ter se baseado em sua própria vida. Uma neblina encobre a cronologia da vida e da obra de Shakespeare. Provavelmente se deisou contagiar pelo teatro ainda na infância. Deve ter recebido uma sólida educação clássica na ótima escola primária de Stratford. Nasceu na era elizabetana, uma época especialmente estimulante para os artistas. Também foi ator e andava com uma turma formada pelos principais escritores de sua época (inclusive seu rival literário, Ben Jonson, 1572-1637). Discussões acaloradas, alimentadas pela falta de provas concretas sobre sua vida e obra, se desenvolvem através dos tempos por toda parte. Questiona-se se Shakespeare teria ou não escrito todas as peças que lhe são atribuídas. A maioria dos estudiosos rejeita essa teoria, mas concorda que alguns trechos de suas peças possam ter sido escritos por outros autores. A colaboração entre os escritores era muito comum em sua época. Segundo dizem, morreu por causa de uma febre após uma noite de bebedeira com Ben Jonson e outros. Mas a causa precisa de sua morte é mais um mistério em sua vida repleta de charadas intrigantes.

Trecho: “Ser ou não ser, eis a questão. Será mais nobre sofrer na alma pedradas e flechadas do destinho feroz ou pegar em armas contra o mar de angústias e, combatendo-o, dar-lhe fim? Morrer; dormir; Só isso. E com o sono – dizem – extinguir dores do coração e as mil mazelas naturais a que a carne é sujeita; eis uma consumação ardentemente desejável. Morrer, dormir… Dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo! os sonhos que hão de vir no sono da morte quando tivermos escapado ao tumulto vital nos obrigam a hesitar: e é essa reflexão que dá à desventura uma vida tão longa. Pois quem suportaria o açoite e os insultos do mundo, a afronta do opressor, o desdém do orgulhoso, as pontadas do amor humilhado, as delongas da lei, a prepotência do mando, e o achincalhe que o mérito paciente recebe dos inúteis, podendo, ele próprio, encontrar seu repouso com um simples punhal? Quem aguenta fardos, gemendo e suando numa vida servil, senão, porque o terror de alguma coisa após a morte – o país não descoberto de cujos confins jamais voltou nenhum visitante – nos confunde a vontade, nos faz preferir e suportar os males que já temos, a fugirmos pra outros que desconhecemos? E assim a reflexão faz todos nós covardes. E assim o matiz natural da decisão se transforma no doentio pálido do pensamento. E empreitadas de vigor e coragem, refletidas demais, saem do seu caminho, perdem o nome de ação.”

Fonte: “501 Grandes Escritores” – Julian Patrick – Editora Sextante – 2009.

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