Mario Vargas Llosa

Literatura – Cultura – Escritor do Dia

Nascimento: 28 de março de 1936 (Arequipa, Peru) – Estilo
e gênero:
Multifacetado jornalista, ensaísta e romancista, tido como um dos
mais importantes escritores da América latina, Llosa usa uma variada gama de
técnicas literárias para expressar sua aguda consciência social.

“Há uma incompatibilidade entre a
criação literária e atividade política.”

 Principais Obras:

 Romances: A cidade e os cachorros, 1963 – A casa verde, 1966 – Conversa na catedral, 1969 – Pantaleão e as visitadoras, 1973 – A guerra do fim do mundo, 1981 – História de Mayta, 1984 – Quem matou Palomino Molero, 1986 – A festa do bode, 2000 – Não ficção: Peixe na água, 1993

Comentário: É uma das mais iminentes testemunhas da história da
America Latina do século XX. Nasceu em uma família bem estabelecida de classe
média. Depois de servir numa academia militar, estudou literalmente no Peru e
foi se doutorar em Madri. A carreira de escritor começou com sua mudança para
Paris e a publicação de uma coletânea de contos em 1959. Seus romances dessde
período são ambiciosos amálgamas de autobiografia e comentário social de corte esquerdista. A cidade e os cachorros é, provavelmente o melhor deles. Mudou-se para
Barcelona em 1970 e cinco anos depois retornou ao Peru. Suas opiniões políticas
começaram a mudar. Em 1993 disputou – e perdeu – a eleição presidencial peruana
como um candidato conservador. Em seus romances, oscila entre o engraçado e o
surrealista, o trágico e o otimista. Já que suas opiniões políticas são tão
nebulosas, a melhor maneira de apreciá-lo é lê-lo sem preconceitos. Examina a
fundo a América Latina, julga os personagens, mas se recusa a condená-los.

Fonte: “501 Grandes Escritores” – Julian Patrick – Editora Sextante – 2009.

Trecho: “O lugar cheira a suor, pimentão e cebola, a urina a lixo acumulado, e a música da radiola se mistura ao som ambiente, a roncos de mottores e buzinas, chegando aos ouvidos deformada e espessa. Rostos crestados, maçãs salientes, olhos adormecidos pela rotina ou pela indolência vagueiam entre as mesas, formam grupos junto ao balcão, obstruem a entrada. Ambrosio aceita o cigarro que Santiago lhe oferece, fuma, joga a bituca no chão e apaga com os pés. Sorve a sopa ruidosamente, mordisca os pedaços de peixe, pega os ossos e os chupa até deixá-los
brilhantes, escutando, respondendo ou perguntando, e engole pedacinhos de pão,
toma grandes goles de cerveja e limpa o suor com a mão: o tempo nos devora sem
que a gente perceba, menino. Pensa: por que não vou embora? Pensa: tenho que ir
embora, e pede mais uma cerveja.” (Conversa na Catedral – Romance – Editora Saraiva – 1969 – 791 págs.) 

Leia sobre outros escritores importantes

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s