“Projeto Artes do Subterrâneo” do Grupo Cemitério de Automóveis, no Estação Caneca

Roteiros – Canal Aberto – Teatro

O grupo Cemitério de Automóveis comemora seus 30 anos com o Projeto CEMITÉRIO DE AUTOMÓVEIS 30 ANOS – ARTES DO SUBTERRÂNEO. Idealizado pela atriz e produtora Wanessa Rudmer, concebido e captado pela atriz e produtora executiva Danielle Cabral, dirigido por Mario Bortolotto, criador da Cia, e integrado pela atriz e produtora Katiana Rangel, o projeto que foi beneficiado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro da cidade de São Paulo reúne teatro, literatura, música, poesia, cinema, vídeo e fotografia e conta com apresentações de peças, shows, oficinas e encontros. Serão apresentadas 7 peças de repertório e 3 inéditas durante o ano de 2012. Todas as atividades, que acontecem de março a dezembro de 2012, serão realizadas no Estação Caneca. A abertura do projeto será dia 3 de março, sábado, a partir das 20h, com exposição de fotos e vídeos do início da trajetória do grupo e a estreia do espetáculo Medusa de Rayban, que integra a mostra de repertório. Após a peça, haverá show da banda Saco de Ratos. O projeto contempla exibição de filmes, saraus de poesia, shows, debates com profissionais que dialogam com a obra do Cemitério de Automóveis nas áreas de cinema, literatura, teatro, quadrinhos e poesia e encontros com especialistas de diversas áreas para discutir e teorizar sobre o trabalho já realizado pelo Grupo; ainda conta com oficinas de dramaturgia (Marcelo Rubens Paiva), interpretação (Fernanda D´Umbra), cenografia (Gabriel Pinheiro), HQ (André Kitagawa), literatura (Marcia Denser), cinema (Marcela Lordy e Kity Féo), figurino (Danielle Cabral) e produção (Danielle Cabral e Wanessa Rudmer) que terão início em abril de 2012. Artistas renomados de diferentes linguagens artísticas participam do projeto. Em literatura os escritores: Reinaldo Moraes, Marcelo Rubens Paiva, Marcelo Mirisola, Daniel Pellizzari, Marcio Américo, Fausto Fawcett, Daniel Galera e Clarah Averbuck. Em poesia: Chacal, Ademir Assunção, Marcelo Montenegro, Maurício Arruda Mendonça, Rodrigo Garcia Lopes, Luana Vignon, Fabrício Corsaletti e Estrela Leminski. Em cinema, estão na programação, os cineastas: Neville D´Almeida, Domingos de Oliveira, Lucas Amberg, Lírio Ferreira, Francisco Garcia e Helena Ignez. O Projeto conta também com os cartunistas já confirmados: Caco Galhardo, Paulo Stocker, Laerte, Grampá, Angeli, Rafael Coutinho, André Kitagawa e Lourenço Mutarelli, além dos músicos e bandas: Ademir Assunção, Watanabe & Carvalho Blues, Saco de Ratos, Fábrica de Animais, Edvaldo Santana, Madan, Bêbados Habilidosos, Carlos Careqa, Paulo de Tarso e Zé do Bêlo. Todas as atividades são gratuitas, com exceção das peças de Teatro e Shows, que tem ingresso consciente (Pague Quanto Puder).“Pretendemos com este projeto revisitar o percurso construído pelo grupo, analisando o passado, refletindo sobre o presente e planejando nossas ações futuras. Vamos reunir grande parte de artistas de outras áreas que contribuíram e contribuem com o nosso pensamento artístico”, afirma Mário Bortolotto, criador do Grupo. No final das atividades será publicado um livro comemorativo de 30 anos do Grupo, CEMITÉRIO DE AUTOMÓVEIS 30 ANOS ‐ARTES DO SUBTERRÂNEO, que será distribuído em bibliotecas públicas, escolas de teatro, centros culturais, para outros grupos de teatro e para a cooperativa de teatro, contendo textos e imagens da história da companhia, depoimentos e a transcrição de todas as palestras e debates realizados durante o projeto. “É um projeto ambicioso, que só será possível graças ao Programa de Fomento ao Teatro. O Grupo está completando 30 anos de trabalho independente, totalmente na contramão e agora é agraciado com um prêmio onde será possível mostrar e discutir esse trabalho com todos aqueles que se interessarem em conhecer melhor a história e os meios que fizeram o Grupo permanecer por tanto tempo em atividade”, finaliza Mário.

PROGRAMAÇÃO DE MARÇO DE 2012

TEATRO

MEDUSA DE RAYBAN – Estreia dia 3 de março de 2012, sábado, às 21h. Texto e Direção: Mário Bortolotto. Com o grupo Cemitério de Automóveis. Elenco: Mário Bortolotto, Nelson Peres, André Ceccato, Paulo de Tharso, Márcio Américo, Gabriel Pinheiro, Walter Figueiredo, Paulo César Peréio, com participação especial de Fernanda D’umbra. Duração: 1h20. Classificação: 16 anos. Ingressos: Pague Quanto Puder. Quarta a sábado, às 21h. Domingo, às 20h. Até 1 de abril.

Sinopse: A peça aborda a violência urbana, mas como sempre, evitando qualquer tipo de moralismo. Usa um humor escrachado e sem vergonha, acreditando que a maneira mais eficaz de combater a violência (pelo menos teatralmente) é mostrando como ela pode ser estupidamente ridícula. Na peça, 4 assassinos de aluguel (Jack Daniels, Johnny Walker, Baby Face e Hell) tentam fazer o seu trabalho da maneira mais profissional possível e por encararem tão seriamente a sua profissão acabam se metendo em situações extremamente ridículas. A direção é super ágil, jogando com luz funcional, abolindo gerais e adotando focos alternados para contar a saga dos quatro assassinos. Com Medusa de Rayban, o grupo recebeu a primeira indicação para o Prêmio Shell e as primeiras críticas positivas da imprensa paulistana. Foi o espetáculo que deu visibilidade ao trabalho do Grupo em 1997. “Neste espetáculo o Grupo pretende olhar a Medusa nos olhos e rir da cara dela e provar que o bicho pode não ser tão feio quanto parece”, conclui Mário.

MÚSICA

BANDA SACO DE RATOS – Dia 3 de março de 2012, sábado, às 23h. Com Mário Bortolotto, (vocais), Fábio Pagotto (baixo), Rick Vecchione (bateria), Fabio Brum (guitarra) e Marcelo Watanabe (guitarra). Ingressos: Pague Quanto Puder. Duração: 150 minutos. Classificação: 16 anos.

ADEMIR ASSUNÇÃOE BANDA – Dia 17 de março de 2012, sábado, às 23h.O show Rebelião na Zona Fantasma apresenta uma surpreendente fusão de poesia, blues e rock’n’roll. Ademir sobe ao palco acompanhado pelos músicos Marcelo Watanabe (guitarra, violão e vocais), Caio Góes (contrabaixo) e Caio Dohogne (bateria). Ingressos: Pague Quanto Puder. Duração: 80 minutos Classificação: 16 anos.

WATANABE & CARVALHO BLUES– Dia 31 de março de 2012, sábado, às 23h. Com Marcelo Watanabe (voz, violão e guitarra) e Caio Carvalho (voz e gaitas). Ingressos: Pague Quanto Puder. Duração: 90 minutos. Classificação: 16 anos.

CINEMA

Exibição de filmes de Neville D´Almeida – dias 7, 14, 21 e 28 de março de 2012, quarta, às 15h. Gratuito. Pegar senha 1 hora antes na bilheteria do Teatro. Sujeito à lotação da sala – 50 lugares.

Debate com o cineasta Neville D´Almeida – Dia 21 de março de 2012, quarta, às 17h. Gratuito. Pegar senha 1 hora antes na bilheteria do Teatro. Sujeito à lotação da sala – 50 lugares.

ESTAÇÃO CANECA – Rua Frei Caneca, 384 – Consolação. Capacidade 50 lugares. Bilheteria funciona de quarta a domingo, uma hora antes do início das atividades. Acesso para deficientes. Ar condicionado. Estacionamento conveniado a R$8,00 ao lado. Café. Informações sobre o projeto e atividades: telefone 3657-2606 e site  www.cemiteriodeautomoveis.com.br

CURRÍCULOS

Mário Bortolotto: Ator, diretor, autor, sonoplasta, iluminador, vocalista e compositor de rock, escreve para teatro desde 1981. Nascido em Londrina (PR), tem doze livros publicados: Bagana na chuva (romance), Mamãe não voltou do Supermercado (romance), Para os Inocentes que ficaram em casa (poesia), Um bom lugar pra morrer (poesia), Gutemberg Blues (compilação de matérias escritas para os Jornais), Atire no Dramaturgo (textos de seu blog), DJ – Canções pra tocar no inferno (contos) e quatro volumes com seus textos de teatro. Ganhou o Prêmio Shell de teatro de Melhor Autor de 2000 pelo texto Nossa Vida não vale um Chevrolet, e Prêmio APCA de 2000 pelo Conjunto da Obra. É diretor do Grupo de Teatro Cemitério de Automóveis e vocalista das bandas de rock e blues Saco de Ratos e Tempo Instável. Escreveu, entre outras peças: Música para ninar dinossauros, À Meia-Noite um solo de sax na minha cabeça, Nossa Vida não vale um Chevrolet, Hotel Lancaster, Brutal e Leila Baby.

Cemitério de Automóveis: Fundado em 1982, por Mário Bortolotto e Lázaro Câmara na cidade de Londrina (PR), com o nome de Grupo de Teatro Chiclete com Banana, passou a se chamar Cemitério de Automóveis a partir de 1987.  O Grupo já montou mais de quarenta espetáculos cumprindo várias temporadas em Londrina, Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo, onde está trabalhando desde 1996. Participou dos mais importantes festivais de teatro do país, colecionando uma galeria respeitável de prêmios. Com o espetáculo Medusa de Rayban, o grupo ganhou o Prêmio Mambembe de Melhor Ator Coadjuvante de 1997 (Everton Bortotti) e foi indicado para o Prêmio Shell de Melhor Autor de 1997 (Mário Bortolotto). Por Diário das Crianças do Velho Quarteirão, Mário Bortolotto recebeu a indicação para o Prêmio Shell de Melhor Autor de 1998. Em 2000, realiza a 1.ª Mostra de Teatro Cemitério de Automóveis, com 14 produções no Centro Cultural São Paulo. A mostra rende a Mário Bortolotto o Prêmio APCA Pelo Conjunto da Obra e o Prêmio Shell de Melhor Autor por Nossa Vida não Vale um Chevrolet.

Neville D´Almeida: Dirigiu campeões de público como A dama do lotação (1975). Desde que a dirigiu tem perseguido o sucesso de público com filmes como Rio Babilônia (1982) e Navalha na carne (1997). Mesmo nos seus filmes mais comerciais, nunca abandonou seu lado experimental, mais evidente em filmes como o remake de Matou a família e foi ao cinema (1990). Contemporâneo de uma excelente safra de cineastas e críticos mineiros, saiu dos bancos das igrejas metodistas para o Centro de Estudos Cinematográficos de Belo Horizonte, em 1958, onde conviveu com os melhores críticos de cinema da época. Bastante influenciado por sua vivência em Nova York e Londres, onde morou nos anos 60 e 70, dirigiu filmes censurados pela ditadura militar e nunca exibidos, como Mangue bang (1971), Surucucu catiripapo (1971) e Gatos da noite (1973). Tem em seu currículo mais de 80 filmes em super-8. Desenvolveu um cinema que mistura marginalidade e fantasias eróticas, como em A dama do lotação e Os sete gatinhos (1977), dois textos do dramaturgo Nelson Rodrigues. Com a adaptação da peça de Plínio Marcos Navalha na carne (1997), com Vera Fisher, volta ao tema da prostituição. Seus filmes foram vendidos para mais de 80 países e são recordistas de exibição na TV brasileira.

(Amália Pereira – fevereiro /2012)

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