“As Folhas do Cedro” de Samir Yazbek, no Teatro Augusta

Roteiros – Canal Aberto – Teatro

Após sucesso de crítica e público em 2009, a peça ganhou o Prêmio APCA 2010 de melhor autor

 O espetáculo “As Folhas do Cedro”, da Companhia Teatral Arnesto nos Convidou, volta em cartaz no Teatro Augusta, para uma temporada de 10 de agosto a 29 de setembro de 2011, quartas e quintas, às 21h.

Com texto e direção assinados por Samir Yazbek, a peça conta a história de uma mulher que, por meio de sua memória e imaginação, revisita suas origens, procurando sua identidade. O elenco de “As Folhas do Cedro” é formado por Helio Cicero, Daniela Duarte, Douglas Simon, Gabriela Flores, Mariza Virgolino, Rafaella Puopolo e a criança Marina Flores, de nove anos. O espetáculo conta ainda com preparação de atores de Antônio Januzelli (Janô), cenografia e figurino de Laura Carone e Telumi Hellen, trilha sonora original de Marcello Amalfi e iluminação de Domingos Quintiliano. Para esta obra, Yazbek, filho de imigrantes libaneses, buscou inspiração em sua ascendência, bem como na história de várias famílias de imigrantes libaneses e de outras nacionalidades. Sobre a peça, o autor esclarece: “É uma obra de ficção a partir de um universo pessoal, uma meditação sobre temas que me interessam”. Esta montagem dá continuidade à bem sucedida parceria do ator Helio Cicero com o autor e diretor Samir Yazbek, na Companhia Teatral Arnesto nos Convidou. Eles já realizaram juntos quatro espetáculos, entre os quais merece destaque “O Fingidor” (Prêmio Shell 1999 de melhor autor), que comemorou 10 anos em2009. Apeça, inspirada na vida e obra deFernando Pessoa, é protagonizada por Cicero. 

O Enredo: A história de “As Folhas do Cedro” é narrada pela Filha de um casal de imigrantes libaneses, na São Paulo de hoje, que revisita suas origens, procurando sua identidade. Para tanto, por meio de sua memória e imaginação, transporta-se ao Amazonas, nos anos 70, época em que a Mãe fora buscar o marido que trabalhava como empreiteiro de obras na construção da estrada Transamazônica, durante a ditadura militar. Identificada com a busca da Mãe, a Filha procura desvendar a figura do Pai e confronta-se com as demais personagens (um Empreiteiro carioca, uma Gerente alemã e uma Nativa amazonense). A peça contrapõe o progresso – representado pelo Pai – à tradição – representada pela Mãe. A Filha procura se integrar entre esses dois extremos. A personagem Menina representa a ancestralidade da Filha; ora é a própria Filha, ora a Mãe, ora os antepassados da família, que viveram no Líbano.

A Encenação: O diretor/autor Samir Yazbek trabalha as personagens em um plano simbólico, como se fossem arquétipos de uma mitologia pessoal. Tais arquétipos (Pai/Helio Cicero; Mãe/Daniela Duarte; Empreiteiro/Douglas Simon; Gerente/Rafaella Puopolo; Nativa/Mariza Virgolino; Menina/Marina Flores) se mantêm em cena do início ao fim do espetáculo, interagindo entre si e com a narradora, ora como criaturas da Filha, ora como criadores. Um vasto material de pesquisa relacionado à cultura libanesa, à construção da estrada Transamazônica e às tradições de povos antigos do Oriente, estimulou o processo de criação do espetáculo – sua linguagem amadureceu ao longo dos ensaios, através de workshops realizados pelos atores a partir das linhas temáticas da peça, como as raízes fenícias, a modernidade, além da vocação humana de ouvir e contar histórias. Segundo Yazbek, “a cenografia e o figurino instauram uma atmosfera que nos remete à vastidão da floresta amazônica, se desdobrando na paisagem desértica dos países árabes, aludida como metáfora da condição humana. A trilha sonora oscila entre a música oriental e a ocidental, revelando uma narradora dividida entre o arcaico e o contemporâneo. A iluminação estabelece a distinção entre a realidade e a imaginação, pontuando o percurso dramático da Filha”.

Carreira do Espetáculo: O espetáculo participou da comemoração dos 130 anos da imigração libanesa no Brasil, evento organizado em 2010 pela Associação Cultural Brasil-Líbano, presidida por Lody Brais, e realizou, ainda no ano passado, um circuito pelo Estado de São Paulo (Campinas, Santos, Indaiatuba), com o patrocínio da NET. Em 2011, depois de se apresentar no Festival Ibero-Americano de Teatro de São Paulo, no Memorial da América Latina, a peça realizou, no primeiro semestre, um circuito pelo interior do Estado de São Paulo (Bauru, São José do Rio Preto, São Carlos, Presidente Prudente, Sorocaba, Piracicaba e Santos), com a realização do SESC. Ainda no primeiro semestre, As Folhas do Cedro participou do VIII Festival Internacional de Teatro Santa Cruz de La Sierra e do Festival Escénica, ambos em abril, na Bolívia, fez duas apresentações no SESI Curitiba, em junho, além da abertura do “12º Cena de Teatro”, Festival de Teatro de São Caetano do Sul, em julho. O texto da peça foi publicado pela Editora Terceiro Nome, em maio de 2011. A Embaixada do Brasil, no Líbano, sondou o trabalho para se apresentar em Beirute, em 2012.

Fortuna Crítica da Temporada em São Paulo:  “As Folhas do Cedro” é um acerto no texto, no elenco e na direção” (Antunes Filho, diretor teatral) / “Baseado em um personagem real – o poeta Fernando Pessoa(1888-1935) –, o dramaturgo Samir Yazbek atingiu o auge com a peça O Fingidor (1999). Uma década depois, com As Folhas do Cedro, ele reencontra a inspiração ao traçar um paralelo entre um drama íntimo ficcional e uma questão da vida brasileira” (Dirceu Alves Jr. – Veja São Paulo) /  “A primeira observação que se pode fazer a respeito de As Folhas do Cedro, é que os seus 70 minutos de duração passam como se fossem 15. Ao final, uma sensação enigmática que produz perguntas, como, que teatro é este, que mundo é este que acaba de ser retratado no palco, ou em que mundo, afinal, vivemos? Uma peça de teatro que atinge clímax como este a que presenciamos, quando as luzes se apagam, cumpriu dignamente seus objetivos” (Jair Alves – Site Cooperativa Setenta e Nove) / “Magia, palavra fácil, mas é o que ocorre quando o elenco de As Folhas do Cedro deixa lentamente o palco (…). Seguro da escrita e das emoções a transmitir, o dramaturgo, ele mesmo, coloca sua obra no palco, e o resultado é excelente (…). A cena de chuva é a síntese eloqüente de um espetáculo emotivo com um elenco exato” (Jefferson Del Rios – O Estado de São Paulo) / “Raramente assisti a uma peça em que todos os aspectos se conjugam para produzir um grande espetáculo teatral: direção, interpretação, iluminação, trilha e um texto eivado de delicadeza e sensibilidade” (Maria Adelaide Amaral, dramaturga e escritora) / “Mas o ponto mais alto é sem dúvida a interpretação do elenco. E não é só Helio Cicero, como sempre arrasando. O mesmo pode ser dito de Daniela Duarte, Douglas Simon, Gabriela Flores, Mariza Virgolino e Rafaella Puopolo. E quem mais encanta é Marina Flores, que, como as demais crianças em cartaz nos musicais (…), dá a sensação de que o nosso teatro do futuro será imbatível” (Maria Lúcia Candeias – Site Aplauso Brasil ) / “O espetáculo, com texto e direção de Samir Yazbek, contagia pela universalidade das emoções e situações. Claro, aliada a uma delicadeza cênica de grande bom gosto (…) O grande êxito do diretor-dramaturgo (não há como separar as funções em Yazbek) foi o de dar ao espetáculo um certo toque fabuloso” (Tiago Gonçalves – Correio Popular) / “Yazbek, que também assina a direção, desenha uma encenação que transpira lirismo e singeleza (…) Trata-se de um espetáculo sensível, que se vale de uma trama simples para falar de coisas profundas, como a sempre bem vinda tentativa de se reatar laços que um dia foram rompidos” (Vinício Angelici – Site Stravaganza) /  

Ficha Técnica: Com a Companhia Teatral Arnesto nos Convidou
Autor e Diretor: Samir Yazbek
Elenco: Helio Cicero, Daniela Duarte, Douglas Simon, Gabriela Flores, Mariza Virgolino, Rafaella Puopolo e Marina Flores (criança)
Mais informações sobre o espetáculo: www.asfolhasdocedro.arnesto.art.br

Serviço: Classificação etária: 12 anos. Gênero: Drama. Duração: 60 min. / Estréia: 10 de agosto de 2011 (quarta-feira), às 21h. / Temporada: 10 de agosto a 29 de setembro (quartas e quintas), às 21h / Local: Teatro Augusta /  Endereço: Rua Augusta, 943 – Cerqueira César | Telefone: (11) 3151-4141/ Preço: R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (meia).  Capacidade: 302 lugares.  Acesso universal.  Ar condicionado / Descontos especiais para escolas, grupos e associações / informações com a produção: asfolhasdocedro@arnesto.art.br / Durante a temporada, será vendido o livro “As Folhas do Cedro” (Prêmio APCA 2010 de melhor autor), publicado pela Editora Terceiro Nome, com texto integral da peça, fortuna crítica, prefácio de Jefferson Del Rios e fotos de Fernando Stankuns. Preço: R$ 29,00.

Samir Yazbek (autor e diretor) – Dramaturgo e diretor teatral. Consolidou sua formação com o diretor Antunes Filho. Escreveu “O Fingidor” (Prêmio Shell/99 de melhor autor; distribuída pelo Ministério da Educação para 475.000 alunos da rede pública de ensino), “A Terra Prometida” (entre os dez melhores espetáculos de 2002, segundo o jornal O Globo), “A Entrevista”, “O Invisível” e “A Noite do Barqueiro”, entre outras. Em 2007, fundou a Companhia Teatral Arnesto nos Convidou com Helio Cicero. É organizador de “Uma Cena Brasileira”, da Editora Hucitec, coletânea de depoimentos de Eva Wilma, Laura Cardoso, Paulo Autran e Raul Cortez, entre outros. É autor de “O Teatro de Samir Yazbek”, lançado pela Coleção Aplauso, da IMESP, com a edição de suas peças “O Fingidor”, “A Terra Prometida” e “A Entrevista”. Alguns de seus textos foram traduzidos para o inglês, francês e espanhol. Eventualmente escreve artigos para jornais e revistas de circulação nacional, como Folha de S. Paulo, O Estado de São Paulo e Revista Bravo!. Em 2009 publicou a peça inédita “Os Gerentes”, pela Editora Unicamp, fruto do Programa Artista Residente, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), para o qual foi convidado. Em 2007 foi ao ar pela TV Cultura, em parceria com a Rede SESC TV, o teleteatro “Vestígios”, que escreveu e dirigiu, e, em 2008, uma adaptação de sua peça “O Fingidor”, que também dirigiu. Após lançar sua peça “As Folhas do Cedro”, pela Editora Terceiro Nome, no momento prepara um espetáculo inspirado no mito de Fausto, com estreia prevista para 2012. Também estreará, em 2012, “A Última Miragem”, de sua autoria e direção, solo com Denise Del Vecchio, que teve pré-estreia na última edição do Festival Internacional de Teatro de Porto Alegre.

Helio Cicero (ator) – Atuou em diversos espetáculos junto a Antunes Filho e Ulysses Cruz, como “Paraíso Zona Norte”, “Nova Velha História”, “Vereda da Salvação”, “Velhos Marinheiros”, “Rei Lear”, “Hamlet”, recebendo os prêmios Mambembe, Apetesp e Inacen como melhor ator. Atuou ainda nas peças “Toda Nudez Será Castigada”, direção deCibele Forjaz, “O Fingidor”, ficção sobre os últimos dias de vida do poetaFernando Pessoa, texto e direção de Samir Yazbek e “Executivos”, direção de Eduardo Tolentino (Grupo TAPA). Comemorou, em 2009, 30 anos de carreira com uma exposição fotográfica e a estreia do solo teatral “A Noite do Barqueiro”, texto e direção de Samir Yazbek. Participou das novelas “Rei do Gado”, “Começar de Novo”, “Imigrantes”, “Serras Azuis”, “Amor e Ódio”, “Canavial de Paixões” e “Cristal”. Atuou ainda na minissérie “JK”, da Rede Globo de Televisão. Trabalhou nos longas-metragens “Tapete Vermelho”, “Boleiros Dois”, “Garibaldi In América” e “Doce de Coco”. Em 2007 fundou a Companhia Teatral Arnesto nos Convidou com Samir Yazbek.

Daniela Duarte (atriz) – Atriz e professora de teatro formada pela Escola de Arte Dramática EAD-ECA/ USP. Fundadora e integrante da Cia Simples de Teatro, ganhou, em 2004, o prêmio de melhor atriz no Festival Nascente de Teatro de São Paulo, com a peça “Sobreviventes”, direção de André Bortolanza. Ganhou, em 2006,  o prêmio de melhor interpretação e  roteiro com o texto “Muribeca”, de Marcelino Freire, no Projeto Rumos  de Audioficções, do Itaú Cultural. Últimos trabalhos: “Escuro”, direção de Leo Moreira, “Love’n Blembers” (dança-teatro), direção de Georgette Fadel, “Gota Dágua – Breviário”, de Chico Buarque, direção de Heron Coelho – peça ganhadora do Prêmio Shell de Melhor Atriz para Georgette Fadel – e “Se Eu Fosse Eu…”, inspirada no romance “Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres”, de Clarice Lispector, direção Antônio Januzelli.

Douglas Simon (ator) – Ator formado pelo SENAC de São Paulo, com supervisão da atriz Berta Zemel. Estudou e integrou o Grupo Tapa durante anos, onde participou de varias espetáculos importantes da Cia., entre eles “Executivos” e “O Ensaio”. Trabalhou com Samir Yazbek em “O Fingidor”. Participou dos longas-metragens “Ação Entre Amigos” e “Sonhos Tropicais”. Atuou nas series televisivas “A Casa das Sete Mulheres”, “Donas de Casa Desesperadas” e “9 mm São Paulo”.

Gabriela Flores (atriz) – Formadaem Artes Cênicas na ECA/USP e Curso Técnico em Interpretação na EAD/USP. Integrou durante cinco anos o Grupo Macunaíma/CPT (Centro de Pesquisa Teatral), de Antunes Filho, tendo participado no desenvolvimento e aprimoramento do projeto “Prét-à-Porter”. Ainda no CPT, protagonizou a tragédia grega “Fragmentos Troianos”. Integrante da Companhia da Mentira, desde 2004, atuou e dirigiu “O que você foi quando era criança?”, de Lourenço Mutarelli, “Soslaio”, de Priscila Gontijo e “Music-Hall”, de Jean-Luc Lagarce, este dirigido por Luiz Päetow e vencedor do Prêmio Shell 2009 de Melhor Iluminação. Atua também como Coordenadora Pedagógica no Programa Vocacional da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Em TV atuou na série “Antônia”, no quinto episódio “Fidivó”, direção de Gisele Barroso e produção O2 filmes. Em cinema atuou, ao lado de Murilo Rosa, no longa-metragem “No Olho da Rua”, de Rogério Correa, com estréia prevista para 2011.

Mariza Virgolino (atriz) – Bacharel em Dança pela Unicamp, atua como atriz, bailarina e coreógrafa. Participou do espetáculo “Babel”, da Cia. de Dança Domínio Público, direção de Holly Cavrell e assistência teatral de Ésio Magalhães, contemplado com o Edital de Produção e Circulação em Dança – ProAc 2008. Foi assistente coreográfica na peça “Amor Te Espero”, contemplado pelo ProAc 2009, de Ésio Magalhães e assistência de direção de Tiche Vianna.

Rafaella Puopolo (atriz) – Cursou a EAD/USP. Alguns dos seus mais importantes trabalhos em teatro foram: “Besame Mucho”, de Mário Prata, “No melhor da Festa”, de Analy Alvarez, “Beethoven”, de Mauro Chaves e “Na Toca da Raposa”, de Chico de Assis. Em cinema destacam-se: “Os Matadores”, de Beto Brant e “Topografia de um Desnudo”, de Ariane Porto e Teresa Aguiar. Em TV, “Os Ossos do Barão”, de Jorge Andrade; “Gino”, de Gianfrancesco Guarnieri e “Vestígios”, de Samir Yazbek. Como atriz e locutora do Clube da Voz, trabalha em publicidade nas áreas de Rádio, Cinema e TV. É narradora do programa Esquadrão da Moda, do SBT.

Antônio Januzelli (preparador de atores) – Ator e diretor; pesquisador das Práticas do Ator. Mestrando e doutorando em Teatro pela Escola de Comunicações e Artes da USP, respectivamente em 1984 e 1992. Professor da área prática de teatro no Curso de Graduação e Pós Graduação do Departamento de Artes Cênicas da ECA/USP, desde 1977. Professor de Interpretação e Improvisação na Escola de Arte Dramática da ECA/USP, de l977 a 2002. Autor dos livros “A Aprendizagem do Ator”, Ed. Ática/SP, e “Práticas do Ator – Relato de Mestres”, a ser editado em breve. É autor de artigos publicados em revistas especializadas; foi estagiário como observador no Actor´s Studio, Julliard School e American Mime,em Nova York, em l978, e ministra cursos de teatro no Brasil e exterior. Assina a direção dos espetáculos “O Porco”, “Se Eu Fosse Eu..”, entre outros.

Laura Carone (cenógrafa e figurinista) – Realizou a cenografia dos espetáculos “Filha da Anistia”, de Carol Rodrigues, “Dom Quixote de Lugar Nenhum”, de Ruy Guerra, “Carta ao Pai”, direção de Antônio Januzelli, “O Horário de Visita”, de Sérgio Roveri e “A Disputa”, direção de Lena Roque. Aluna e assistente de J.C.Serroni, desde 1998, participou de espetáculos como “Rei Lear”, a ópera “Carmen”, direção de Carla Camuratti, e “Abajur Lilás” e “Mãe Coragem e Seus Filhos”, dirigidos por Sérgio Ferrara. No cinema, assina a cenografia dos longas-metragens “Salve Geral”, deSérgio Rezende, “Proibido Fumar”, de Anna Muylaert, “Trago Comigo”, de Tata Amaral, e o inédito “Onde Está a Felicidade”, de Bruna Lombardi.

Telumi Hellen (cenógrafa e figurinista) – Possui nível universitárioem Artes Plásticas e Pós-Graduaçãoem Lato Sensu – “Processo de Criação Artística”, na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Iniciou como estudante e participou do Núcleo de Cenografia do Centro de Pesquisa Teatral (CPT), desde 1987, com direção de Antunes Filho. Atualmente é participante e coordenadora des oficinas práticas do curso de cenografia do Espaço Cenográfico de SP, coordenado pelo cenógrafo e figurinista J.C. Serroni. Atuou como cenógrafa e figurinista pelo Espaço Cenográfico de SP, com a equipe Serroni, em trabalhos do diretor Antunes Filho, como “Paraíso Zona Norte”, “Trono de Sangue”, “Gilgamesh”, entre outros, além dos seguintes espetáculos: “As Raposas do Café”, direção de Eduardo Tolentino, “Chimbirins e Chimbirons” e “Clarão nas Estrelas”, direção de Vladimir Capella. De forma independente, foi responsável pela cenografia e figurino dos seguintes espetáculos: “Rumo a Damascus”, “O Grande Cerimonial”, “A Dança Final” e outros.

Marcello Amalfi (compositor) – O maestro, compositor, arranjador, instrumentista, produtor fonográfico e diretor musical (teatro, televisão e cinema) foi aluno de Paulinho Nogueira. Graduou-se Bacharel em Música pela FAAM, sendo aluno de Naomi Munakata e Abel Rocha. Foi Aluno especial no curso de Pós-graduação em Música do IA da UNICAMP (curso Retórica Aristotélica aplicada à Música Barroca) sob orientação de Helena Jank e Cassiano Barros. É fundador e regente da Canella Big Band e criador do projeto Brit Pop Choir (corais de musica pop em inglês) na Cultura Inglesa, desde 2005. Ganhou o prêmio de Melhor Trilha Sonora de Longa-Metragem no Festival de Cinema do Recife (2008), por “Nossa Vida Não Cabe Num Opala”, de Reinaldo Pinheiro. Em 97, foi eleito pela revista Guitar Player um dos 200 músicos mais importantes do Brasil. Suas músicas foram gravadas por Zeca Baleiro, Alaíde Costa, Gero Camilo e Vanessa Bumagny. Recentes trabalhos em TV: “Além do Horizonte”, de Rodolfo Garcia Vasquez, e “Vou-me”, de Georgete Fadel, ambos na TV Cultura. Recentes trabalhos teatrais: “Escola de Mulheres”, de Molière, direção de Roberto Lage, “A Aurora da Minha Vida”, de Naum Alves de Souza, direção de Barbara Bruno, e “Mediano”, de Otávio Martins, direção de Naum Alves de Souza.

Domingos Quintiliano (iluminador) – Iniciou sua carreira em 1984, no Centro de Pesquisa Teatral, do diretor Antunes Filho. No ano seguinte, passou a trabalhar com o Grupo Boi Voador, dirigido por Ulysses Cruz, tornando-se o iluminador oficial da Companhia e colaborador mais freqüente na carreira desse diretor. Trabalhou com grandes diretores, atores e músicos, sempre com trabalhos muito bem recebido pela crítica especializada. É ganhador de vários prêmios, entre os quais se destacam o Prêmio Shell, Prêmio Sharp, Prêmio APCA e o Prêmio Molière, os mais importantes do teatro brasileiro.

Silvia Marcondes Machado e Mecenato Moderno (produtora e administradora) – A empresa foi fundada em 1997, enquanto sua proprietária Silvia Marcondes Machado já trazia na bagagem 10 anos de trabalho no mercado da publicidade, atendendo empresas como Du Pont, Varig, Paramont (Pingouin), Gessy Lever, Furnas, SBT, Nestlé entre outras. Na área da teatral produziu com a Cia. Livre a ocupação do Teatro de Arena Eugênio Kusnet e o espetáculo “Arena Conta Danton”. Inaugurou a primeira peça itinerante do projeto Teatro nas Universidades com o espetáculo “Liberdade Liberdade”. Ofereceu consultoria ao projeto Centenário do Arquivo Histórico Municipal de São Paulo, junto à Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Administrou vários espetáculos da Cia. Teatral Arnesto nos Convidou, juntamente com Samir Yazbek e Helio Cicero, como “O Invisível”, “Diálogo das Sombras”, “A Noite do Barqueiro” e ainda produziu duas temporadas do espetáculo “O Fingidor”.

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