Textos Teatrais

Roteiros – Textos Teatrais

Introdução 

Quando se escreve para teatro, em vez de usar o termo Roteiro (aplicado a textos para cinema, televisão e multimídia), costuma-se usar o termo Texto Teatral (que não deixa de ser um roteiro também, mas que antecede o cinema e a televisão). Para escrever roteiros para qualquer mídia é preciso conhecer os fundamentos do Teatro que é o pai das artes cênicas. Há três aspectos fundamentais na Arte do Texto Teatral:

Conflito – Não há ação dramática sem conflito, mesmo que seja a total ausência de conflitos.

Sonoridade – A força de uma narrativa dramática está na sonoridade do texto expressa nas falas, nos diálogos, na locução, etc.

Estética – As imagens precisam ser criadas e visualizadas através de um conceito estético que harmonize formas, cores e movimentos, causando impacto visual no espectador.

Movimentos Teatrais e Modos de fazer Teatro

Teatro do Absurdo: Principais Autores: Samuel Beckett, Ionesco, Adamov, Fernando Arrabal. No Brasil: Hilda Hilst (O verdugo, O rato do muro), Osvald de Andrade (A morta). Características: A condição humana é vista sob a atmosfera de uma angústia metafísica, denunciando o absurdo da falta de sentido da existência, absurdo que se reflete também na própria estrutura das peças, pela recusa dos modelos dramatúrgicos tradicionais. As obras se caracterizam pela ausência de personagens concretas, pela inexistência de conflitos e pela ausência de uma visível mensagem ideológica. O Teatro do Absurdo não influenciou fortemente a dramaturgia brasileira.

Teatro de Agressão: Principais Autores: A agressividade sempre esteve presente na dramaturgia ocidental, desde os primórdios: Ésquilo, Sófocles, Aristófanes, Sêneca. Shakespeare (Rei Lear). A agressividade reprimida pelo verniz social: Strindberg, Ibsen. A agressividade no teatro americano: Tennessee Williams, (De repente no verão passado), Harold Pinter (Volta ao lar). No Brasil: Chico Buarque de Hollanda c/ direção de José Celso Martinez Correa (Roda Viva), Osvald de Andrade c/ direção de José Celso Martinez Correa (O rei da vela), Bráulio Pedroso c/ a atriz Marília Pera (A vida escrachada de Joana Martini e Baby Stompanato. Em boa parte das peças de Nelson Rodrigues e Plínio Marcos. Características: Tipo de teatro iniciado na década de 1960. Há diferentes formas de agressão, sejam indiretas, por palavras, gestos e agressão aos valores morais da sociedade burguesa; sejam um pouco mais diretas, porque procuram dialogar cara a cara com o espectador. Visava dar maior conscientização ao público, utilizando obscenidades, blasfêmias e teatralizações de comportamentos erótidcos, até mesmo simulação de atos sexuais. Segundo o ator Renato Broghi: “Seria necessário criar o teatro dialético brasileiro da crueldade (…) que não é do da marginalização, da excessão, mas da crueldade do cotidiano brasileiro que deve ser revelado em toda a sua pequenez ridícula (…)através do humor, do sadismo e do deboche, queremos criar um espelho, revelando, desnudando, colocando em xeque todo o insólito, todo o grotesco e o absurdo do cotidiano brasileiro.”

Teatro de Revista: Principais Autores: Luiz Peixoto e Carlos Bettencourt. Revistas Pé de Anjo e Olelê, Olalá. Alguns dos nomes que compuseram músicas para o teatro de Revista no Brasil: Ari Barroso, Noel Rosa, Sinhô, Assis Valente. Características: Espetáculo ligeiro, misto de prosa e verso, música e dança que passa em revista, por meio de inúmeros quadros, fatos sempre inspirados na atualidade, utilizando jocosas caricaturas, com o objetivo de fornecer crítica e diversão ao público. O terreno revisteiro é o domínio dos costumes, da moda, dos prazeres, da atualidade. Algumas características típicas são a sucessão de cenas ou quadros bem distintos; o espetacular; a intenção cômico-satírica; a malícia; o duplo sentido; a rapidez do ritmo (condição básica do texto e da encenação). Em geral, o texto é resultado da participação de vários autores e a música alterna melodias novas com antigos êxitos populares. Foi um dos quadros mais expressivos do teatro brasileiro (entre os anos 1920 até a década 1950) e uma forma de divulgar a música popular brasileira. Sua origem é a Revista-de-ano que se caracterizava por passar em revista os fatos do ano que terminava de forma teatralizada, musicada, cheia de humor e crítica.

Teatro de Vanguarda: Principais Autores: Oswald de Andrade (O rei da vela, A morta, O homem a cavalo), Mário de Andrade (Moral cotidiana, Café). Características: Produção artística que avança para além dos conceitos e recursos consagrados para sua época, projetando uma sensibilidade futura através da ampliação antecipada das fronteiras estéticas. Portanto, abrange todos os segmentos artísticos que, a cada tanto, pretendem introduzir conceitos e realizações inovadoras, alterando a compreensão do fenômeno artístico. Artistas ou grupos dotados de ousadia no uso de recursos expressivos. Normalmente, o termo é mais aplicado ao movimento modernista e, em seguida, às vanguardas históricas.

Processo Colaborativo: Criação teatral com raízes na criação coletiva. Surge da necessidade de um novo contrato entre os criadores na busca da horizontalidade nas relações criativas, prescindindo de qualquer hierarquia pré-estabelecida, seja de texto, de direção, de interpretação, ou de qualquer outra. Todos os criadores envolvidos colocam seu conhecimento específico a serviço do da construção do espetáculo. O texto dramático não preexiste ao início da montagem, mas vai sendo construído juntamente com as cenas, requerendo, com isso, a presença de um dramaturgo responsável, numa periodicidade a ser definida pela equipe. Não existe um modelo único de processo colaborativo, ele se organiza a partir da escolha de um tema e de acordo com as ações dos envolvidos. A partir da estruturação dramatúrgica ou paralelamente a ela, ocorre a seleção do material elaborado em sala de ensaio. Outro princípio norteador do processo colaborativo é o conceito de que o teatro se estabelece na relação do espetáculo com o público, considerando este último igualmente um criador.

Gêneros

Comédia: Principais Autores: Martins Pena (O juiz de paz da roça, O noviço), Arthur Azevedo. Comédia de costumes: Silveira Sampaio, Millôr Fernandes. Besteirol: Mauro Rasi, Miguel Falabella. Necessidade de uma definição multifacetada. Em princípio é o gênero que opõe-se à Tragédia. O surgimento simultâneo da tragédia e e da comédia revela a condição primordial dos dois gêneros, o seu fincionamento como resposta aos mesmos questionamentos humanos. A comédia seria o duplo e o antídoto do mecanismo trágico. A palavra comédia origina-se do grego kômos, termo que designa a algazarra festiva, típica dos cortejos de celebração a Dioníso e marcada pelo vinho, pela transgressão e pela licenciosidade. A história do gênero não pode ser dissociada de sua definição. Essas festividades possuíam forte apelo popular, tratava-se de uma teatralidade espontânea, rudimentar. A comédia se alimenta do repentino, das mudanças de ritmo, do acaso, da inventividade dramatúrgica e cênica. A comédia é o chão e a raiz do teatro brasileiro.

Termos e Jargões da Linguagem Teatral

Ator: Entendido como produção simbólica, o trabalho do ator é, em qualquer contexto temporal e geográfico, uma criação ficcional mediada pelo corpo humano. O que pode caracterizar o ator no teatro brasileiro é a atribuição de diferentes acepções de fundo histórico a esse signo primordial. Com a chegada de D. João VI ao Brasil, em 1808, e seu esforço de dotar culturalmente a colônia (inclusive por meio da arte cênica), os atores, que viviam em uma cena de semi-amadorismo, tornam-se agentes do processo civilizador da nação. No primeiro período republicano, o ator reina sobre o palco de modo absoluto: escolhe o repertório, empresaria, escreve as peças. As primeiras quatro décadas do século XX se caracterizam pela hegemonia do ator sobre os outros valores do espetáculo. Já o ator do teatro moderno brasileiro, perde a aura estelar e adquire a qualificação de intérprete, que exige preparação técnica e intelectual. Assim surgem as escolas de interpretação. No final da década de 1950, o teatro passa a ter como objetivo, representar a “realidade brasileira”. Na cena contemporânea é cada vez menos importante distinguir o “ator brasileiro”. A performance, a criação coletiva, o processo colaborativo, a interatividade midiática e o uso da pessoa como matéria da arte constituem práticas nos centros de produção teatral no Brasil e no mundo.

Encenador: O encenador é o agente responsável pela montagem do espetáculo teatral, encarregado de orientar, coordenar estimular os diferentes artistas e técnicos envolvidos na concepção, execução e exibição de uma representação diante de uma platéia. Responsável pela opção estética do espetáculo, o trabalho do encenador se caracteriza por um amplo domínio de todos os signos que constituem a encenação: texto, espaço, atuação, iluminação, sonoplastia, tempo, etc. O termo mais usado entre nós para designar essa função é o de Diretor Teatral.

Dramaturgista: Na Alemanha existe a figura do Dramaturg para diferenciá-la do Dramatik, aquele que escreve o texto teatral. Sua função é colaborar com a direção, estudando, levantando e resolvendo problemas relacionados com as personagens, costumes da época da ação, adaptação e tradução do texto, e, em alguns casos, até mesmo na direção de atores.

Cenografia: A arte técnica de projetar e dirigir a execução de cenários. Também pode ser definida pela expressão ‘grafia da cena’. Alguns cenógrafos afirmam que tudo é cenografia: a cidade, um banheiro, uma rua, uma ruína. Mas tudo isso só se torna cenografia quando participa de uma ação dramática. Hoje, a cenografia faz parte da linguagem do espetáculo, discute o espaço e não se baseia apenas nas características dos panos de fundo ou no uso da perspectiva. Já cenário é o conjunto dos diversos materiais e efeitos cênicos que serve para criar a realidade visual ou a atmosfera dos locais onde decorre a ação dramática.

Adaptação: Dá-se o nome de adaptação às peças que não são escritas a partir de outros textos que originalmente não pertencem ao gênero dramático, tais como romances, contos, cartas, memórias, etc. O trabalho de adaptação pode ser realizado pelo próprio autor do texto original, por um escritor dramático, por um encenador ou por todos os envolvidos na concepção do espetáculo, caracterizando a autoria coletiva.

Monólogo: Texto teatral a cargo de um só intérprete no palco. Pode ser a parte de uma peça, mas neste caso o termo solilóquio é mais apropriado. É um formato de teatro considerado mais difícil, por causa da maior dificuldade em sustentar o interesse do público em um único ator.

Solilóquio: Fala de uma personagem que se encontra só em cena, contida em uma peça teatral com outros personagens e intérpretes.

Reflexões sobre a Arte do Teatro

Lygia Bojunga (escritora): “Abandonei empregos e estudos quando esbarrei numa outra paixão que me tomou de assalto: O Teatro (…) vida de Teatro é assim mesmo: engole a gente. Tudo que é assunto começa e acaba em Teatro; tudo que é pensamento não se completa sem Teatro; não tem noite nem dia que não seja ditado pelo Teatro (…) O encontro platéia e palco só pode acontecer dentro de uma sintonia. E se tem coisa que me fascina é sentir a acontecência desse encontro. Lá estão os dois: platéia e palco. Física e simbolicamente separados um do outro. E se um fica na luz e o outro fica na sombra, é por escolha, livre e espontânea escolha. Um não se mete na vida do outro (…) Consciente ou inconscientemente, nos camarins e na platéia, os dois lados se preparam pro encontro. Então, mesmo antes de qualquer refletor se acender, criando o chamado buraco escuro que propicia ainda mais o encontro que vai ocorrer, já se criou naquele espaço um clima tão especial e tão intenso, que, para quem está no palco, basta sentir um pouco a platéia pra já saber se aquele público está ou não sintonizado na mesma faixa. Esse aspecto do Teatro é tão mágico, que, mesmo dentro do silêncio de uma platéia, a gente, lá no palco, pode sentir direitinho (…) Mais mágico que isso, só literatura (…) Às vezes tinha muita gente nas minha apresentações (…) Outras vezes tinha pouca gente (…) eu me habituei a pensar no Alguém (…) É um alguém que não tem cara nem sexo, não tem idade nem  lugar de nascimento (…) ‘No Teatro, às vezes a gente encontra uma coisa que é difícil encontrar na vida, não é?’ ‘Que coisa?’, eu perguntei; e ela respondeu, ‘ah, não sei explicar direito, mas é uma coisa legal.’ A esperança de encontrar a ‘coisa legal’ desmancha a nostalgia da poltrona abandonada e do botão-que-é-só-apertar-de-levinho: o Alguém olha o relógio, aperta o passo, entra ansioso no teatro, dá com a cadeira esperando, e eu então imagino que o ruído que eu acabei de ouvir da platéia é o Alguém, enfim, se sentando (…) E entro em cena com vontade firme de sintonizar com esse Alguém (…) quero que faça ele sentir que aconteceu a coisa legal, o tal encontro especial (…) É bom quando esse encontro acontece com uma porção de Alguéns. Mas, se um encontro assim tão especial acontece com um Alguém-só, pra mim já é o bastante: prova que eu estou em sintonia com a vida.” (“Feito à Mão” – Lygia Bojunga – Editora Casa Lygia Bojunga – 140 págs – 1999)

Wagner Gori (ator): “O espectador atual: é uma pessoa muito bem informada, mas com pouca experiência. Sabe tudo, mas não vive quase nada. O Teatro atual: Se pensarmos que o teatro compete com o desenvolvimento tecnológico da atualidade, parece mais interessante irmos ao cinema, a um show de um circo multinacional ou nvegarmos pela internet, do que vermos atores representando. Mas a representação é o papel do teatro atualmente? Teatro na sala de ensaio não é nada. A apresentação em si, não é nada. O teatro acontece na relação do ator com o espectador e do espectador com o ator, sem representação e com entrega/risco de quem faz e propõe o jogo, criando outra realidade junto com o espectador, que é um mistério e levará o ator e espectador a uma experiência. Minha experiência tem mostrado que esse é o papel do teatro: provocar uma vivência capaz de tirar por um momento o espectador do seu universo cotidiano para levá-lo ao desconhecido, divertindo, emocionando. Por esse motivo entendo que o teatro é necessário, porque tem a responsabilidade de colocar ator e espectador em relação e fazer com que ambos saiam diferentes de como entraram na vivência deste encontro. Como fazer esse teatro? Como ator, experimentei várias linguagens, participei de grupos de pesquisa teatral, trabalhei em algumas peças, mas sempre abandonava o trabalho… Cheguei a desistir do teatro. Minha retomada se deu quando comecei a participar do grupo de estudos do Teatro Barracão. Em princípio: sala de trabalho, aquecimento, treinamento, foco, estados do corpo e estados da alma. No decorrer dos nossos encontros percebi a necessidade de aprofundar minha relação com aquilo que me afeta e me transforma e com isso afetar quem vê o que me acontece. Descobri que se o ator estiver preocupado em só demonstrar o quanto ele sabe fazer, ficará e uma posição segura demais para ser afetado e isso não levará à experiência, que é o que o teatro tem de melhor a propor. Hoje sei que quero fazer esse teatro que coloca ator e espectador em experiência ao ponto de transoformá-los. Risco: Saímos da sala de trabalho e começamos a investigar ações nas ruas da cidade. Na rua tudo pode acontecer, o ator está em risco e o espectador também. É aqui, em risco, que a relação da experiência acontece, o ator constrói junto com o espectador  a realidade daquele momento. Estar em risco te tira o prumo, te surpreende e se você se surpreende o espectador se surpreende. Mistério: nas ruas, fizemos açooes com nossas figuras e as pessoas que cruzaram com elas criaram histórias em cima do que viam e deixamos um ar de mistério e dúvida naquele entorno. Pra “capturar” esse espectador atual e trazê-lo para esse teatro que prentende gerar a experiência, com certeza, o mistério e a dúvida funcionam como convite. Coração: No inicio das investigações nas ruas e antes de descobrir o lugar que iríamos realizar nossas ações, foi dito: “Descubram um lugar que te toque o coração! Estejam abertos pra isso.” Escolher com o coração me fez ter um envolvimento mais que especial, ter um carinho, um cuidado maior, pensava no espaço dia e noite, noite e dia, e disso não abrirei mão para realizar meus próximos projetos. Quando fiz a escolha, algo me afetou e transformou a minha relação com o trabalho, mergulhei de cabeça, me transformei, ficando com muita vontade de criar.” (Zibaldone – vários autores – Funarte – 95 págs. – 2010)

Por Alexandre Gennari

Fontes:
– J. Guinsburg, João R. Faria, Mariangela A. de Lima – “Dicionário do Teatro Brasileiro” – Editora Perspectiva – 354 págs. – 2006
– Julian Patrick  – “501 Grandes Escritores” – Editora Sextante – 2009

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4 respostas para Textos Teatrais

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  2. Will Damas disse:

    Alê, Teatro do Absurdo, não existe. Esse termo, criado por John Gassner em “Mestres do Teatro, foi questionado pelos (todos) autores, na época, vivos. Qdo. ele esteve no Brasil, no Arena, desculpou-se e assumiu o erro, depois que Guarniere o questionou também. Em edições posteriores, (uma só, depois da de 1959), já não havia mais este termo. Ionesco foi o mais agressivo com ele dizendo: “como vc me coloca no mesmo saco que Beckett, e outros, se nosso teatro é de uma dessemelhança atroz. Não só não tenho nada de “absurdo” nos meus textos, como é “burra” a pessoa que assim me lê”. Concordo plenamente com ele, mas como oblivro já havia se disseminado pelo mundo todo, o “mote” absurdo pegou.
    Há muitas outras questões neste texto que vc postou, inexatas, mas ao vivo este papo é mais interessante… Um bj.
    will damas

  3. Alexandre Gennari disse:

    Oi Will, que legal ter você por aqui compartilhando com o pessoal do WebwritersBrasil seu conhecimento sobre dramaturgia. obrigado pelos esclarecimentos. Fica aí a informação pra quem ler essa nossa compilação sobre Textos Teatrais. Quando puder, comente também sobre outras informações com as quais você discorda.
    Abaixo, a fonte da informação em questão:
    – J. Guinsburg, João R. Faria, Mariangela A. de Lima – “Dicionário do Teatro Brasileiro” – Editora Perspectiva – 354 págs. – 2006
    abraço,
    Ale Gennari

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